O papel da educação deve ser o de
criar oportunidades, bem como levar o educando a um processo reflexivo que abra
seus olhos para analisar as escolhas que fez e aquelas que ainda farão.
A tecnologia digital é parte
integrante e indissociável deste processo, pelo fato de ser um espaço efetivo
para: interação, aprendizagem colaborativa, disseminação de processos e
resultados.
Novas necessidades vão surgindo, o mercado, por exemplo, demanda novos perfis de profissionais e tudo isso numa velocidade fantástica. É cada vez menor o espaço de tempo entre uma descoberta científica e outra.
Novas necessidades vão surgindo, o mercado, por exemplo, demanda novos perfis de profissionais e tudo isso numa velocidade fantástica. É cada vez menor o espaço de tempo entre uma descoberta científica e outra.
É no campo da tecnologia da informação
e das telecomunicações onde elas acontecem com maior frequência e constância.
Felizmente a maioria das descobertas científicas relacionadas à tecnologia da
informação e as telecomunicações impulsionam o desenvolvimento e melhoram a
vida das pessoas. Novas perspectivas se abrem a cada dia, surgem novas
oportunidades a cada momento. A reformulação do atual modelo de ensino tem sido
uma necessidade.
Quero
iniciar este texto, dividindo com vocês minha experiência quanto ao uso desta
máquina.
Posso dizer que eu fui o protótipo da
resistência no uso do computador doméstico, quanto mais da sua utilização na
educação, porém sempre fui aberta a novas aprendizagens.
Um dia, em 1998, trabalhando na EAPE,
perguntei ao professor do laboratório de informática se ele conhecia alguém que
pudesse fazer meu imposto de renda.
Ele me disse conheço: você. Ao que eu
retruquei: Como, se não eu não sei nem ligar esse “bicho”.
Então ele disse: Está na hora de aprender.
Aceitei o desafio e me apaixonei pela “nova tecnologia”, embora continue
“catando milho”, pois não digito com todos os dedos.
Neste trabalho de formação continuada que tenho desenvolvido com professores
e trabalhadores em educação nos últimos 10 anos uma das áreas que tenho me
dedicado é a informática educativa integrada á formação pedagógica de
professores e seu uso na educação. A educação a distância foi a pérola rara na
minha vida profissional.
Acredito, pois tenho experenciado isso, que a
inserção dos computadores na educação, o uso das redes sociais de interação, do
Skype, Hangout, MSN e GoogleDocs,tem contribuído para a práxis pedagógica,
quando são incluídas atividades que contemplam a conexão entre o conhecimento
sobre as teorias educacionais às de domínio do computador, sempre com a
preocupação de acompanhar a inserção e até alterar temas e modos de trabalho,
de acordo com as necessidades do grupo em formação.
Dentre as citadas vou me
deter em minha mais recente descoberta, o GoogleDocs, uma ferramenta tutorada
pelos professores e pelos alunos, que lhes permite buscar informações forma não
linear, mas sim conforme seus estilos cognitivos e interesses momentâneos. Por exemplo, na construção de um texto, permite a
edição do mesmo documento por mais de um usuário e o recurso de publicação
direta em blog. Torna-se fácil criar, armazenar, compartilhar e
distribuir documentos de texto em vários formatos, planilhas de cálculo e
apresentações de slides, possibilitando tanto o acesso a eles para leitura quanto
para edição compartilhada. Nos permite também criar documentos colaborativos ou
disponibilizar documentos apenas para consulta, bem como manter esses
documentos com acesso restrito apenas a nós mesmos.
Na
criação textos e na pesquisa, onde o usei recentemente com a colega Alessandra
Lisboa, em um trabalho cientifico apresentado no TICeduca, em Lisboa em
novembro de 2012, criamos por meio do GoogleDocs questionários de pesquisas, associados
a uma planilha, por meio da qual realizamos análises que subsidiaram o texto do
trabalho de pesquisa.
Na educação a ferramenta
oportuniza de troca de saberes e a relação aprendente-aprendiz é de
reciprocidade, de mútua ajuda onde colaborativamente se organizam os
conhecimentos produzidos. No entanto, qualquer componente que se queira inserir
na educação exige que se tenha um conhecimento de sua aplicabilidade, para
definir o que é apropriado no seu emprego em termos de conteúdo, metodologia e
objetivos. Inclusive, lembrando que o emprego do GoogleDocs tem características
próprias que exigem soluções específicas. É dentro desse quadro que é possível
pensar na ferramenta como um instrumento tecnológico que, se usado
adequadamente, pode potencializar as possibilidades do aprender.
Não é o veículo que se
locomove por si, não é os óculos que enxerga e não é o computador que pensa.
Ferramentas auxiliam e potencializam ações humanas. E no computador, na
internet, a ferramenta, somente executa, mecanicamente, uma tarefa, dentro dos
limites estabelecidos da sua programação (regras exatas e detalhadas,
antecipadamente fornecidas), e que, frente a uma situação não previamente
programada, trava.
Na educação, estas
mudanças se refletem na forma em que os alunos pesquisam e se desenvolvem e
também na forma em que os professores planejam seus cursos e interagem com seus
alunos.
Esse poderoso meio de comunicação
e de distribuição da informação não foi projetado, no seu início, com
finalidade educacional. Entretanto, como facilitadora de acesso à
informação ele potencializa novas oportunidades para aprender. Recursos antes
difíceis de criar no papel ou o próprio encontro presencial para produzir um
trabalho conjunto, ou fazer uma pesquisa, são facilmente disponibilizados em um
ambiente on-line.
O número de recursos
novos, disponibilizados pela web, as ferramentas que podem ser utilizados no
processo de aprendizagem, tem aumentado e a Internet tem se tornado um
instrumento de uso comum. Mas usar toda essa novidade tecnológica dá trabalho.
O que isso muda na escola
e na relação ensinante- aprendiz?
Muda no sentido de que temos
que mudar o foco ensino aprendizagem. Muda no sentido de que o educador deve ser
cada vez mais um incentivador, um provocador, um dinamizador do processo
educacional. O educador deve ser também um facilitador da aprendizagem, é
aquele que vai criar situações desafiadoras. Para isso ele tem que ter um
embasamento teórico fundamentado.
E não é a máquina que deve
determinar a formação. É cada vez mais entendendo como é que o aprendiz pensa,
como é a questão da emoção, que se dará a educação. É uma visão psicopedagógica
onde educador e educando aprendem juntos numa relação de Confiança.E confiar
significa Fiar,TECER JUNTOS!
Sandra Viana
Querida, Sandra.
ResponderExcluirParabéns pelo seu texto, muito bem elaborado! Ah... acho que nossa geração "cata milho" com o teclado rsrs.
Também não utilizo todos os dedos para digitar.
bjs, Ângela.